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'Sancho Loko': PM influenciador de Curitiba preso por suspeita de tortura e outros crimes vende cursos de 'combate urbano' em clubes de tiro

PM influenciador de Curitiba, preso por suspeita de tortura, vende cursos de "combate urbano" Além de policial militar e influenciador digital, Marcionilio San...

'Sancho Loko': PM influenciador de Curitiba preso por suspeita de tortura e outros crimes vende cursos de 'combate urbano' em clubes de tiro
'Sancho Loko': PM influenciador de Curitiba preso por suspeita de tortura e outros crimes vende cursos de 'combate urbano' em clubes de tiro (Foto: Reprodução)

PM influenciador de Curitiba, preso por suspeita de tortura, vende cursos de "combate urbano" Além de policial militar e influenciador digital, Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, que se autodenomina "Sancho Loko", também vende cursos de "combate urbano" em clubes de tiro na Região Metropolitana de Curitiba. Assista acima. Na terça-feira (7), ele foi preso durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ele é suspeito de praticar crimes como tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica. Segundo a investigação, os crimes foram cometidos mais de uma vez. Além dele, outros dois policiais também foram presos e são investigados pelos mesmos crimes. ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp Os outros dois policiais foram identificados como Pablo Costa Furtado e Hilaro Keyser Cerqueira Santos. Os dois tiveram liberdade provisória concedida, mas com aplicação de medidas cautelares. O g1 tenta identificar a defesa deles. Sancho Loko tem cerca de 270 mil seguidores em uma rede social, onde compartilha a rotina do trabalho como policial militar, com participação em ocorrências e operações. Entre as publicações, ele possui um destaque onde divulga vídeos e fotos sobre os cursos de "Combate Urbano" e "Defesa Residencial". Nas imagens, homens e mulheres que não pertencem a forças de segurança são ensinados e incentivados a reagir e atirar em criminosos em possíveis ocorrências. "O que é esse curso? Qual é o intuito dele? É preparar o cidadão de bem para acabar com essa palhaçada desse discurso de esquerda, do vitimismo, que a sociedade tem que arcar com preço da escolha de vagabundo", diz Sancho em uma das publicações. Sancho passou por audiência de custódia e, desde esta quinta-feira (9), está preso preventivamente. Sancho Loko vende curso de "Combate Urbano" Reprodução/Redes sociais Leia também: Floresta: Trabalhador agrícola que desapareceu no PR foi visto pela última vez em hotel Receita Federal: Operação desarticula grupo que vendia eletrônicos do Paraguai com notas fiscais falsas pelo Mercado Livre Cárcere privado: Sócia e funcionários de clínica de reabilitação no PR são presos suspeitos de torturar pacientes Prisões Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, conhecido como “Sancho Loko”. Redes sociais Ao todo, foram cumpridos quatro mandados, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PM-PR) — três deles em residências dos investigados e um na unidade militar onde atuam, na capital paranaense. Durante as buscas, foram apreendidos celulares e outros dispositivos de armazenamento eletrônico, que podem auxiliar na apuração dos fatos, segundo o Gaeco. Nas casas de dois dos policiais, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie. Na unidade da PM, em armários sem identificação, foram localizados simulacros (réplicas) de arma de fogo, munições irregulares e porções de drogas, como maconha, crack e cocaína. O advogado Claudio Dalledone, que defende Sancho, afirmou que Sancho foi preso em flagrante por estar em posse de duas granadas de efeito moral e que, segundo ele, não "apresentam letalidade nenhuma". O advogado afirmou ainda que foram encontradas munições compatíveis com o calibre das armas utilizadas por Sancho como instrutor de tiro. Disse ainda que a prisão preventiva foi decretada pela Justiça, em uma decisão que considera “descabida”. "Esse decreto será objeto de um habeas corpus feito pela defesa no Tribunal de Justiça. Em breve teremos aí a liberdade do soldado Sancho", concluiu. O que diz a PM Em nota, a Polícia Militar informou que prestou apoio à operação por meio da Corregedoria-Geral e confirmou que a ação apura desvios de conduta supostamente cometidos durante abordagens policiais, em Curitiba. "Durante as diligências, foram constatadas irregularidades", diz a nota. A PM informou ainda que será instaurado procedimento administrativo para apuração dos fatos e reforçou que não compactua com condutas que violem os princípios e normas da instituição, destacando o compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Veja mais notícias em g1 Paraná.